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S&P 500
As ações dos EUA despencaram na quinta-feira, uma vez que as novas e abrangentes tarifas impostas pelo Presidente Donald Trump desencadearam uma forte liquidação e reacenderam os temores de uma recessão global.
O Dow caiu 4%, o Nasdaq caiu 6% e o S&P 500 caiu 5%, fechando em 5.396, sendo negociado agora em uma faixa volátil de 5.300 a 5.900.
Observação importante sobre os números do índice
Desde que o presidente Trump anunciou novas tarifas amplas sobre importações, logo após o fechamento dos mercados na quarta-feira, boa parte da queda refletida nos índices na quinta, na verdade, já havia ocorrido no final do pregão anterior — como destacamos em nossa atualização de mercado de 3 de abril. No entanto, do ponto de vista técnico, a correção é registrada como tendo acontecido na quinta-feira.
Apesar do tombo nos mercados, Trump respondeu com confiança, afirmando na quinta-feira que "tudo ficará bem". "Os mercados vão explodir, as ações vão explodir, o país vai explodir", declarou o presidente no gramado sul da Casa Branca.
Visão geral em 4 de abril
Os mercados despencaram na quarta e quinta-feira após o anúncio de Donald Trump sobre tarifas abrangentes aplicadas a quase todos os parceiros comerciais dos EUA.
O índice Dow Jones Industrial caiu mais de 1.500 pontos, o Nasdaq Composite perdeu 6%, e o S&P 500 recuou 4,8%.
A administração implementou uma tarifa de 10% sobre todas as importações a partir de 5 de abril.
Taxas mais altas estão previstas para entrar em vigor em 9 de abril para países específicos, incluindo uma tarifa de 34% adicional à já existente de 20% sobre produtos chineses. Japão, Vietnã e Índia enfrentam tarifas de 24%, 46% e 26%, respectivamente.
A União Europeia estará sujeita a uma tarifa de 20%.
A medida intensificou as preocupações com uma possível desaceleração econômica e desencadeou uma ampla liquidação de ativos de risco.
O índice de small caps Russell 2000 caiu 6,6%, enquanto ações de grandes empresas de tecnologia registraram perdas expressivas. O setor de consumo discricionário também sofreu forte pressão. A Apple (AAPL, US$ 203,19, -US$ 20,70, -9,3%) teve um impacto significativo no mercado mais amplo, ao lado da NVIDIA (NVDA, US$ 101,80, -US$ 8,62, -7,8%) e de outras empresas do setor de semicondutores.
O receio de uma desaceleração econômica também afetou o mercado de petróleo. O barril do WTI recuou para US$ 67, pressionando o setor de energia, que caiu 7,5% — um dos piores desempenhos da sessão, ao lado de tecnologia (-6,9%) e consumo discricionário (-6,5%).
Os títulos do Tesouro dos EUA se valorizaram fortemente, à medida que os investidores migraram para ativos mais seguros, provocando uma queda nos rendimentos.
O rendimento da T-note de 10 anos recuou 14 pontos-base, para 4,06%, enquanto o da T-note de 2 anos caiu 18 pontos-base, para 3,72%.
Dados econômicos importantes
Pedidos Iniciais de Seguro-Desemprego (semanal): 219 mil (consenso: 224 mil; dado anterior revisado de 224 mil para 225 mil)
Pedidos Contínuos: 1,903 milhão (maior nível desde novembro de 2021; dado anterior revisado para 1,847 milhão)
Apesar de os pedidos iniciais permanecerem em patamares historicamente baixos, o aumento nos pedidos contínuos sugere que os candidatos estão enfrentando mais dificuldades para retornar ao mercado de trabalho.
Balança Comercial – fevereiro: -US$ 122,7 bilhões (consenso: -US$ 121,0 bilhões; dado anterior revisado para -US$ 130,7 bilhões)
Embora tenha havido uma leve melhora, o déficit comercial segue em níveis historicamente elevados, impulsionado em grande parte pela antecipação de importações antes da implementação das tarifas em abril.
PMI de Serviços dos EUA – S&P Global (março, final): 54,4 pontos (anterior: 54,3 pontos)
Índice ISM de Serviços (março): 50,8% (consenso: 53,2%; anterior: 53,5%)
O setor de serviços desacelerou de forma significativa em março, com queda no emprego pela primeira vez desde setembro.
Sexta-feira: os investidores estarão atentos à divulgação do Relatório de Emprego Não-agrícolas de março (Payrolls), programado para as 8h30 (ET), em busca de novas sinalizações sobre a direção dos mercados.
Atualização do mercado de energia: O petróleo Brent despencou para US$ 69,60 por barril, rompendo a marca psicológica dos US$ 70 após recuar de quase US$ 75. A pressão vendedora foi catalisada não apenas pela liquidação generalizada nos mercados norte-americanos e pelas novas tarifas anunciadas por Trump, mas também pela surpreendente decisão da OPEP+ de ampliar substancialmente sua oferta além do previsto. Esse movimento adicionou um novo vetor de pressão baixista, e o petróleo pode seguir fragilizado no curto prazo.
Conclusão: O rali recente dos mercados dos EUA não apenas perdeu tração — foi revertido de forma clara e contundente. E há sinais de que essa dinâmica pode persistir. Com as novas tarifas já em vigor, o risco de recessão deixou de ser um tema doméstico e passou a preocupar globalmente. Uma desaceleração sincronizada das principais economias é agora uma possibilidade concreta. Caso se confirme, estaríamos diante da terceira recessão global em menos de 20 anos, ao lado da crise de 2008–2009 e da queda abrupta provocada pela COVID-19 entre 2019–2020.
Ainda assim, há uma chance de que o movimento atual seja apenas uma correção mais profunda — não necessariamente o início de um crash estrutural. Neste contexto, novas entradas no mercado parecem altamente arriscadas. Pontos de compra só devem ser considerados mediante uma formação técnica clara de fundo no gráfico diário, de preferência acompanhada por sinais consistentes de reversão.
Para posições compradas já em carteira, o cenário exige reavaliação: pode ser necessário encará-las como apostas de longo prazo — possivelmente por anos, no pior dos cenários. Isso não é um desastre, desde que o investidor esteja bem posicionado em termos de alavancagem. Em tempos de alta volatilidade, preservar capital e adotar uma postura conservadora são atitudes estratégicas.
Mais percepções e comentários sobre o mercado de Mikhail Makarov:
https://www.instaforthtex.com/ru/forex_analysis/?x=mmakarov
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